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Guia · 31/10/2026

Como fazer o orçamento familiar contando com os subsídios de férias e de Natal

Em Portugal recebemos 14 salários por ano. Saber o que fazer aos dois extra muda o orçamento inteiro.

Quem trabalha por conta de outrem em Portugal recebe, em regra, 14 pagamentos por ano: 12 salários, o subsídio de férias e o subsídio de Natal. Muitos orçamentos falham porque tratam esses dois meses como dinheiro extra, quando na verdade são a parte do ano que paga as despesas grandes e irregulares.

1. Comece pelo que recebe mesmo num mês normal

Use o valor líquido, o que entra na conta. Se o rendimento varia (horas extra, comissões, trabalho por conta própria), use a média dos últimos 6 a 12 meses, ou o valor mais baixo desse período se quiser margem.

2. Separe as despesas em três grupos

  • Fixas mensais: renda ou prestação da casa, luz, água, gás, internet, seguros pagos ao mês, creche.
  • Variáveis mensais: supermercado, combustível, farmácia, lazer.
  • Anuais ou sazonais: seguro do carro pago de uma vez, IUC, IMI, material escolar em setembro, prendas de Natal, férias, revisão do carro.

O terceiro grupo é o que desequilibra os meses. Some tudo o que paga ao longo do ano e divida por 12: esse é o valor que precisa de pôr de lado todos os meses, mesmo nos meses em que nada vence.

3. Decida antes para onde vão os subsídios

O subsídio de Natal é pago, normalmente, até 15 de dezembro, e o de férias antes do período de férias, salvo acordo de pagamento em duodécimos. Antes de os receber, escreva no orçamento o que vão pagar. Uma divisão que funciona para muitas famílias:

  • uma parte para as despesas anuais desse período (prendas, férias, IMI);
  • uma parte para o fundo de emergência ou para amortizar uma dívida cara;
  • o resto, sem culpa, para gastar.

Se recebe em duodécimos, o salário mensal já inclui os subsídios. Nesse caso, a parte que corresponde aos subsídios deve ir todos os meses para uma conta à parte, para não desaparecer no dia a dia.

4. Compare o previsto com o real

O orçamento só serve se, no fim do mês, olhar para a diferença entre o que previu e o que gastou. Duas ou três categorias explicam quase sempre a maior parte do desvio. É aí que vale a pena mexer.

5. Guarde as faturas pelo caminho

Pedir fatura com NIF e ir confirmando no e-Fatura ao longo do ano evita a corrida de fevereiro. Falamos disso no artigo sobre como organizar as faturas para o IRS.

Este artigo é informação geral e não é aconselhamento financeiro.

Produtos para pôr isto em prática

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